Glossário Financeiro

Glossário Financeiro

imageAceite – É o reconhecimento por parte do sacado de que a dívida expressa por aquele título é legítima. O “aceite” é dado por meio da assinatura do sacado ou de um preposto seu na duplicata.

Aplicação de liquidez imediata – É uma aplicação que pode ser resgatada a qualquer tempo, no todo ou em parte.

Arrendamento Mercantil – Operações também conhecida por “leasing”. São contratos nos quais a empresa contratante, em vez de comprar um bem, faz um contrato de arrendamento pelo qual aluga o bem com uma opção de compra no final do contrato. As prestações, neste caso, podem ser pré-fixadas ou pós-fixadas. No caso de prestações pós-fixadas, o cálculo da prestação pode não ser tão simples.

Avalizar – É o mesmo que garantir. A diferença entre o avalista e o fiador é que o avalista é considerado um garantidor solidário e o fiador, um garantidor subsidiário. Isso significa que o avalista e o devedor se confundem. Neste caso, o credor pode cobrar o devedor ou o fiador, como preferir. Já o fiador só responde pela parcela da dívida que o devedor não tiver condições de saldar. Se o fiador renunciar a este privilégio (que é o que tem acontecido), ele passa a ser equiparado a um avalista. Juridicamente, isso se chama “renúncia ao benefício de ordem”.

Bancos de varejo – Diz-se de bancos que possuem um grande número de agências.

Caixa Único – É um sistema pelo qual a empresa centraliza todos os seus recursos em uma única conta corrente situada na matriz e distribui recursos para suas filiais ou escritórios regionais na exata medida de suas necessidades. O contrário do sistema de caixa único seria uma Tesouraria descentralizada em que cada escritório ou filial possuísse autonomia para pagar contas, receber de clientes, aplicarem seus excessos de caixa ou tomar empréstimos em caso de escassez de recursos. Existe hoje uma tendência mundial no sentido de centralizar a Tesouraria e o caixa das empresas.

CNPJ – Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas é o número de cadastro da empresa junto à Secretaria da receita Federal.

Cobrança Executiva – É um processo de cobrança mais rápido do que a cobrança ordinária.

Compromisso – No contexto financeiro, significa uma obrigação líquida e certa e que, por isso, tenha que ser paga. Exemplificando: se a mercadoria foi entregue nas condições acordadas no pedido, seu pagamento é um compromisso. No entanto, a empresa pode saber que tem que efetuar um determinado pagamento em certo dia, mas ainda não sabe seu valor exato, pois ainda não recebeu a cobrança. É o caso, por exemplo, da conta de luz. Sabemos o dia em que vence e seu valor aproximado. No entanto, só saberemos o valor exato quando recebermos a conta. Estes casos são chamados de “previsões” e, nos relatórios de contas a pagar, devem ser seguidos de um asterisco para que possam ser identificados.

Copom (Conselho de Política Monetária) – Órgão colegiado composto pelo presidente do Brasil e sete diretores do Banco Central que se reúne 12 vezes por ano, sempre nas penúltimas terças e quartas-feiras do mês, para fixar a taxa básica de juros da economia.

Credor – É quem tem a receber.

Custo Padrão – É o quanto deveria custar uma unidade produzida dentro de condições ideais de eficiência. Serve de parâmetro de comparação entre o projetado e o realizado de forma a que se possam analisar os desvios observados.

Derivativos – São operações em que o investidor compra ou vende um bem para liquidação em uma data futura. Estes bens, também chamados de ativos subjacentes, podem ser uma mercadoria (café, aço, açúcar etc.), uma moeda (o dólar, por exemplo), uma ação (Petrobrás, por exemplo).

Devedor – É quem tem que pagar.

Direito creditício – De um título refere-se ao direito de receber o produto da cobrança deste título.

Encargos moratórios – Esta expressão refere-se às multas e aos juros devidos por atrasos de pagamento.

Fiador – Ver avalizar.

Fluxograma – É um diagrama que mostra o encadeamento das atividades que compõem um processo.

Fundo Fixo de Caixa – É o dinheiro em espécie que as empresas mantêm em caixa para pagar pequenas despesas (geralmente despesas de escritório, como passagens de ônibus dos mensageiros, selos, material de copa etc). Também é chamado de caixa pequena.

Hedge – São operações cujo objetivo é proteger a empresa do risco de variação dos preços de um bem. Este bem pode ser uma mercadoria, uma moeda, uma ação ou um índice. A estratégia é fazer uma operação que produza um resultado oposto do resultado que se está querendo proteger. Exemplo: suponha que uma empresa tenha feito um empréstimo de US$ 1 milhão para vencimento no dia 03 de maio. O receio desta empresa é que o preço do dólar dispare, porque isso faria com o empréstimo ficasse mais caro. Uma das soluções possíveis neste caso seria comprar U$ 1 milhão para vencimento no dia 03 de maio. Neste caso, se o dólar subir a empresa perde de um lado (porque o empréstimo ficou mais caro), mas ganha na operação de Derivativo. (ver “Derivativos”)

Indexador – É um número que mede a variação da inflação ou do preço do dólar ou das taxas de juros. O principal indexador da inflação é o chamado Índice de Preços ao Consumidor Ampliado, o IPCA. Outro exemplo de indexador é o CDI, que mede as variações das taxas de juros do mercado.

Insolvência – É a incapacidade de uma pessoa, física ou jurídica, pagar seus compromissos. Uma empresa insolvente está tecnicamente falida. A expressão “cair em insolvência”, neste contexto, significa que a empresa perdeu sua capacidade de saldar suas dívidas.

Lei das S/A – Expressão pela qual é conhecida a Lei 6.404/76, que regula as sociedades por ações. Esta lei, em seu Capítulo XV, dispõe sobre a apresentação dos Demonstrativos Financeiros (balanço patrimonial, demonstrativo de resultados etc.). Apesar de regular apenas as sociedades anônimas, os dispositivos do Capítulo XV são adotados por todas as empresas obrigadas por lei a apresentar demonstrativos financeiros.

Livros Fiscais – Antigamente eram livros onde eram feitos os registros de entrada e saída de mercadorias e a apuração do ICMS e do IPI. Com a informatização da Contabilidade, estes livros foram substituídos por arquivos eletrônicos. No entanto, estes arquivos continuam sendo chamados de “Livros Fiscais”. O setor de Livros Fiscais compreende o grupo de pessoas na Contabilidade responsáveis por manter atualizados estes arquivos.

Mora – Quer dizer atraso. A expressão “ficar em mora” significa “atrasar o pagamento”.

Operações a Descoberto – São operações com derivativos pelas quais uma das partes vende um bem que não possui. Nestes casos o vendedor ou compra o bem para entregar ao comprador na data de liquidação do contrato ou, caso o comprador prefira, paga ao comprador o valor de mercado do bem adquirido.

Previsões – Ver “Compromissos”.

Recebíveis – São as contas que a empresa tem a receber de seus clientes decorrentes de vendas feitas a prazo.

Relatórios Postecipados – São relatórios que reproduzem uma situação existente em uma data passada. Exemplo: em um relatório postecipado tirado hoje, mas com data de 01/01/04, todos os títulos que estavam em aberto naquela data aparecem como estando em aberto, mesmo que já tenham sido liquidados na data de hoje.

Reserva cambial – São os dólares que o Banco Central tem guardado e que são provenientes das exportações brasileiras ou dos empréstimos que os bancos estrangeiros fazem ao Brasil.

Riscos Diversificados – São riscos que podem ser diluídos combinando-se diversos tipos de investimentos em uma mesma carteira. Exemplo: seria muito arriscado colocar todos os recursos de uma carteira de investimentos em ações de empresas de petróleo, pois se o preço do petróleo despencar, os preços de todas as ações da carteira despencarão também. No entanto, se colocássemos parte dos recursos da carteira em ações de empresas que atuam no ramo da indústria automobilística, este risco seria diluído, pois, caso o preço das ações das empresas petrolíferas caíssem em conseqüência da queda do preço do petróleo, o preço das ações das empresas atuando na indústria automobilística subiriam, porque a procura por automóveis aumentaria. Os riscos não diversificáveis são os riscos que, teoricamente, não podem ser diluídos. Exemplo: no caso de uma grande depressão mundial, todas as empresas seriam afetadas por esta crise, independente do segmento econômico em que atue.

Riscos Sistemáticos – São riscos decorrentes de ocorrências que afetam praticamente todas as empresas de um determinado universo econômico. Exemplo: uma depressão econômica afetaria quase todas as empresas de uma determinada economia. Os riscos não sistemáticos, também chamados de riscos específicos, são riscos que afetam apenas uma empresa. Exemplo: suponha uma empresa cujo sucesso esteja profundamente ligado à pessoa de seu dono, de tal modo ponto que o mercado questione as chances de sobrevivência do negócio no caso de sua morte. O risco de este executivo falecer é um risco específico desta empresa. Os riscos específicos são sempre diversificáveis; os sistemáticos, nem sempre.

Teoria das Carteiras – Área de Finanças que estuda como devem ser compostas as carteiras de títulos de aplicação financeira de forma a obter uma relação ideal entre risco e retorno.

Tomadora Líquida de Recursos – Diz-se de empresas que são obrigadas a tomar dinheiro emprestado para pagar suas contas. É o contrário de doadora líquida de recursos, que se refere a empresas que têm excessos de caixa que podem ser aplicados.

Valor Nominal – É o valor de face do título, ou seja, é o seu valor original.