Planejando-se para Competir

Com a entrada do Brasil no bloco das economias estáveis, a competitividade de cada empresa passa a ser seu maior trunfo.

imageDaqui para frente elas não poderão contar com as mesmas condições do passado. Portanto, é hora de extrair o máximo deste ciclo de aprendizado pelo qual passamos antes que seja tarde demais, pois os cenários econômicos continuarão se modificando com grande rapidez.

Mudar é uma necessidade, nem sempre reconhecida, ou devidamente diagnosticada pelas empresas, mas alguns conceitos, como reformular e reestruturar, já fazem parte da rotina administrativa atual de algumas empresas que têm como objetivo ter maior permanência e presença de mercado construindo com essa reestruturação maior longevidade e sobrevivência.

As empresas devem ajustar suas estruturas a fim de se tornarem mais funcionais e competitivas. Com isso, as pessoas poderão desempenhar suas atividades com o grau de excelência que a sociedade empresarial exige de seus colaboradores.

Aumentar a competitividade significa melhorar também os canais de comunicação. Por isso, as gerências devem apresentar com maior clareza e transparência seus planos e metas. Nos dias de hoje, é inadmissível um organograma com a figura do chefe.

As funções de níveis administrativos e gerenciais devem ser questionadas constantemente à luz da relação custo-benefício (as áreas produtivas são mais controláveis). Tanto as áreas administrativas como as de produção podem ser terceirizadas.

Os sistemas de informações das empresas, de um modo geral, se perdem num emaranhado de relatórios e papéis. Assim, informações que devem ser passadas para o pessoal de baixo ficam engavetadas para melhor análise do superior.

Envolver pessoas de todos os níveis em análise, identificação de desperdícios e busca de melhorias, sem uma ferramenta adequada e apropriada, nem sempre aponta bons resultados. Algumas destas ferramentas são os programas de qualidade total, que objetiva a redução e otimização de tempo, custo de mão de obra, redução de perdas e retrabalhos. Com a nova abordagem gerencial, as empresas acompanham essas rápidas mudanças e até se antecipam a ela.

Uma empresa gerenciada de forma convencional precisa adaptar seu ritmo às mudanças e exigências do novo mercado. Este está se fragmentando em segmentos mais estreitos de clientes, enquanto a concorrência está se globalizando; acelerando o ritmo das decisões; e ainda, as mudanças tecnológicas continuam encolhendo os ciclos de vida dos produtos, enquanto os clientes exigem níveis cada vez mais elevados de atendimento e qualidade.

A liderança por qualidade modifica os gerentes, obtêm resultados. Os pensamentos passam a ser a prazos mais longos e a empresa começa a olhar de fora para dentro, do ponto de vista do clientes.

A maioria dos executivos entende que quanto menor o desperdício maior a produtividade e que é preciso obter lucro melhorando os sistemas de qualidade, o que é uma reação em cadeia.

Os programas de qualidade, no entanto, costumam não dar certo ou criar problemas. Melhorar tudo, constantemente, de forma contínua e sistemática deve ser mais que uma meta. Deve ser uma missão tornar uma empresa competitiva é uma missão que cada vez fica mais evidente em todo o mundo.