Planejamento Estratégico nas Organizações

Afinal, quais os instrumentos mínimos de planejamento necessários ?

imagePelo menos, os instrumentos de planejamento estratégico a peça orçamentária devem estar presentes. Quanto ao primeiro, devem ser analisados, os objetivos de curto, médio e longo prazo, análise do ambiente interno e externo, as estratégias gerais e as específicas.

A análise desses elementos irá proporcionar a oportunidade real de avaliar o próprio negócio e eliminar a perda de tempo e o foco das ações, ao mesmo tempo que deve trazer prioridades, percepção de recursos disponíveis, ampliação de horizontes em gerar novos negócios, como segmentar as atividades em outros setores da economia, despertando novos interesses.

Por sua vez, tendo feito um bom trabalho na montagem do Plano Estratégico, tem muita chance de ser elaborado com coerência e consistência. Uma forma de explicar que não adianta na Sociedade Empresarial resolver qualquer problema, com paliativos, e de que ou você resolve ou ele te engole, demonstrando que sem um Plano Estratégico amadurecido, a priori, é contar a estória dos ” três barcos “, que serve para explicar o quanto em termos de planejamento uma organização carece.

A estória começa quando três barqueiros recebem a mesma instrução: sair do porto em que estão atracados e seguir para um local distante. Neste momento cada um tem uma reação imediata:

O primeiro barqueiro, se preocupa em saber qual o porto de destino, carrega as mercadorias, avalia as condições de seu combustível, completa o tanque, chama a tripulação e se põe em marcha o mais rápido possível.

O segundo barqueiro, pega os mapas, avalia as melhores alternativas em termos de escalas e etapas de suprimentos, avalia as necessidades da tripulação. Faz consultas sobre as condições climáticas dos locais que irá passar durante a viagem e define os recursos requeridos.

O terceiro barqueiro, faz uma reunião com a tripulação, define responsabilidades, faz um plano de escalas, define a data de chegada ao destino e sai em busca de carga para a viagem de volta. Percebe a proximidade do Natal, o que faz com que o prazo para ida e volta fique mais curto, para evitar maiores conflitos com as famílias.

Entre outras coisas a terceira abordagem tem as seguintes diferenciações:

Avalia não apenas aquela operação isolada, mas está preocupado com a seqüência ou a próxima jogada no xadrez dos negócios ( no caso a volta ). Chegar ao lance do “mate” é o seu objetivo e não apenas a movimentação de um rei ou rainha;

Tem preocupação com a medida de eficiência ( tempo de viagem ), o que é quesito indispensável para a avaliação posterior;

Define responsabilidades, o que implica em, de alguma forma comunicar, participar, cobrar resultado e passar feedback;

Preocupação com eficácia no sentido de ampliar receitas pela prestação de serviços, mas também com a eficiência ( fazendo as coisas da forma correta ), não destruindo os recursos internos ( moral e motivacional da tripulação face a um momento importante para com a família na conclusão de suas responsabilidades, com total colaboração e sem omissão ).

O exemplo é rico, podendo ainda ser desdobrado em várias outras vertentes. O importante, na verdade, é que a ambição em termos de dispor de instrumentos de planejamento integrado e amplo, permitindo que a organização em questão persiga o sucesso empresarial de maneira organizada, paulatina consistente.

Na Administração moderna e atual, eficácia e eficiência não são sinônimos, porque nem sempre a busca da perfeição não está atrelada obrigatoriamente à idéia de economia.

Uma empresa, para levar a diante seus objetivos de lucro e eficácia, é constituída de pelo menos as seguintes partes entre si:

Agrupamento de pessoas trabalhando sem ociosidade;

Busca de vários objetivos dentro de um quadro de valores sedimentado ao longo do tempo;

Uso de uma determinada tecnologia, que padronize, fidelize e agilize as informações gerenciais para tomadas de decisões rápidas e precisas;

Estrutura hierárquica, desenvolvendo diversificadas atividades de ordem estratégica;

Participação em inúmeras decisões e interações internas, para geração de soluções para com seus clientes/ fornecedor internos e externos.

A contabilidade, a economia, bem como a engenharia medem resultados a partir de processos quantitativos.

Porcentagens, especialmente, dão a grandeza numérica dos resultados. Porém, torna-se impossível quantificar certas variáveis para medir a eficácia. Quando se fala de fatores como emoções, valores, interações, atividades e decisões.

Neste instante a administração deve lançar mão de vários recursos que são colocados à sua disposição, inclusive a arte, para que, usando esta habilidade, faça com que esses fatores citados não se tornem conflitantes, mas se integrem num complexo sistema de equilíbrio, de tal sorte que possam constituir-se num todo sincronizado e dinâmico.

As decisões dentro de uma empresa, por exemplo, têm que levar em conta as emoções, o quadro de valores das pessoas e da própria empresa, de tal modo que eles não só sejam respeitados, mas naturalmente integrados.

Cada uma dessas partes tem uma certa importância no todo, numas empresas mais, noutras menos. A dosagem certa é no que consiste o problema. No momento em que for identificado, a eficácia estará a um passo de ser atingida.

Na estratégia do planejamento empresarial, como o de crescimento, os talentos precisam ser trabalhados dentro das empresas, sendo que quando convocados a participarem se sentem donos das soluções e se empenham para que funcionem, para tudo isto ocorrer, é preciso identificar objetivos, competências técnicas e estratégias.

Empresas vencedoras e bem sucedidas concentram esforços em ganhar naquilo que sabe fazer, com perseverança e planejamento, e não no que acha ser capaz de realizar.

As ações e resultados devem seguir certa lógica, estabelecida por alguma voz privilegiada e visionária, analisando sempre todos elementos, possibilitando avaliar seu negócio evitando perdas.